segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Querido Diário - 22

Se os outros também conseguem, porque não eu? Vai daí enchi-me de coragem, e fui cortar o cabelo a um "cabeleireiro". Nunca percebi o nome de "cabeleireiro". É certo que se lida com cabelos, mas não existe - por sinal, no mesmo espaço - "pedicure" para as unhas, ou "manicure" para as mãos? Porquê "cabeleireiro"? É que sabe mal dizer a palavra, tem muitos 'e's. Cansa - e certamente não fará nada bem a uma pessoa que lá trabalha, andar a ter a língua sempre em esforço por tantos 'e's.

E deve ser essa a razão porque o "cabeleireiro" que me atendeu seria maricas. Ora, eu sou um indivíduo tolerante, mas esta coisa de andar com as mãos por toda a minha cara - onde nem há cabelo - mexe com a minha religião. Quando o indivíduo começou a rapar-me os pêlos das costas e eu não sabia onde é que aquilo ia parar tive que franzir o sombrolho à Salomão. Acabou a perguntar se queria ser eu a pentear-me no final.

Faz mal às pessoas, esta coisa de dizer "cabeleireiro". Faz muito mal.