quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Reading List 13



Eu sei que devia ter sido com o Machado de Assis, mas, na realidade, foi com o Nelson Motta e o Zuenir Ventura que começei a minha exploração - que espero longa - pela literatura brasileira. E não estou nada arrependido.

"Bandidos e Mocinhas", do Nelson Motta, é um policial que, como o apresenta Ferreira Fernandes, tem um ritmo fantástico, as histórias entrelaçam-se naturalmente na narrativa final. Tem pormenores deliciosos, que me fazem salivar por mais bons livros brasileiros. Assim os descubra eu.

Vale a pena ler este livro, é tão estonteante e adstringente como lima com açúcar e cachaça. Ou então foi porque este Verão, quando o li, aprendi também a fazer caipirinhas.



O "Inveja - Mal Secreto", de Zuenir Ventura terminei-o anteontem. É um excelente ensaio sobre inveja, que acaba por ser um policial também, involuntariamente. Curiosamente parecido ao tema de Nelson Motta ("Inveja" foi publicado primeiro).

Para mim, traz todas as definições que vou precisar para me referir a esse pecado. Só não gostei de Zuenir avisar que mistura factos e ficção (preferia que a história fosse fidedigna, como parece). Ou talvez isso seja apenas a honestidade que falta a outros.

529 páginas em Português
Kilometragem em Português: 1127 páginas.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contra-Indicação

Hei... Eu não sabia disto.

TYS

Já não tenho grandes argumentos para justificar o meu ter previsto o sucesso de Lady GaGa (contra detractores). Olha, fica apenas um TYS: Told You So. Prontos, pá.

The Mourinho Affair

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Redenção

Redenção

I

Vozes do mar, das árvores, do vento!
Quando às vezes, n'um sonho doloroso,
Me embala o vosso canto poderoso,
Eu julgo igual ao meu vosso tormento...

Verbo crepuscular e íntimo alento
Das cousas mudas; psalmo misterioso;
Não serás tu, queixume vaporoso,
O suspiro do mundo e o seu lamento?

Um espírito habita a imensidade:
Uma ânsia cruel de liberdade
Agita e abala as formas fugitivas.

E eu compreendo a vossa língua estranha,
Vozes do mar, da selva, da montanha...
Almas irmãs da minha, almas cativas!

II

Não choreis, ventos, árvores e mares,
Coro antigo de vozes rumorosas,
Das vozes primitivas, dolorosas
Como um pranto de larvas tumulares...

Da sombra das visões crepusculares
Rompendo, um dia, surgireis radiosas
D'esse sonho e essas ânsias afrontosas,
Que exprimem vossas queixas singulares...

Almas no limbo ainda da existência,
Acordareis um dia na Consciência,
E pairando, já puro pensamento,

Vereis as Formas, filhas da Ilusão,
Cair desfeitas, como um sonho vão...
E acabará por fim vosso tormento.

Antero de Quental (1842-1891)

Reading List 12









Vamos, pois, tratar os despojos das férias. Antes de mais, os 4 volumes da série Dexter, de Jeff Lindsay, que me faltavam.

O primeiro da série, recordo, é excelente. 'Darkly Dreaming Dexter' parece-me ser, de todos os cinco volumes o melhor. Embora continue com bons momentos de humor, 'Dearly Devoted Dexter' já tem uma ou outra parte que eu achei... "lame" (embora a história de assassínio seja a mais arrepiante, mesmo perturbadora no primeiro contacto).

Definitivamente, o pior da série é o terceiro volume: 'Dexter In The Dark', em que Lindsay procura explicar a existência do Dark Passanger não da forma psicanalítica que faria mínimo sentido, mas como um deus bíblico que ocupa o homem. Não que eu seja contra deuses bíblicos malvados - mas é pouco convincente esse 'cross-over', estraga o Dexter enquanto ser possivelmente real. Este livro, julgo que aquele com maior número de páginas, está obscenamente cheio de 'palha', partes da narrativa que não significam nada para a história. Blargh.

Há, então, uma nítida recuperação no quarto volume, que já tem uma história mais convincente (exceptuando a viagem - inútil - de Dexter a Cuba com o namorado ex-operativo de Deborah - momento de 'palha' mais elaborado), mas não entusiasmante. O final, no entanto, é bastante bom.

O último e quinto volume da série será o segundo melhor, pelo papel do irmão de Dexter (que curiosamente regressa desde o 'Darkly Dreaming' pela primeira vez), sobretudo. Neste caso, a narrativa é mais homogénea, embora os vilões sejam talvez os mais rebuscados.

Mas todos eles valem a pena ler, pelo humor, ironia, e desconcertante opinião do mundo de Dexter. E eu, no meu caso pessoal, gosto muito de ler sobre sócio-disfuncionais, que trabalham no seu prazer íntimo em segredo, e que, apesar de passarem por 'bom tipo', têm sempre um vilão de estimação que desconfia deles. Gosto muito, mesmo.

1400 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 3285 páginas

Error!

Acabando por perceber que posso ter, hoje, cometido um erro horrível na minha vida. Mas os erros são assim - e só nos deveríamos queixar de nós. Mas, provavelmete, não é isso que vai acontecer.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Treino

Agora que a Educação Sexual (com maiúsculas) volta a ser tema do dia, não resisto a deixar a minha contribuição, remetendo para a excelência desta lição.

Vou ser cá um tio bem porreiro.



E, não menos excelente, porque não a opinião de Mark Twain sobre o assunto?

Tarantino's Mind

Uma das coisas que aproveitei para fazer estas férias - que parece estarem a prolongar-se indefenidamente - é apreciar alguns filmes que nunca me passaria pela cabeça ter visto, anos atrás.

Vai daí, apareceu o Tarantino.

Back With A "Macheia"

Guess whose back?


(foto Ana Pereira/24horas)

É: Joana Duarte e Joana Freitas. Evocadas neste outro mulherengo de um blog. Au bonheur des messieurs.

Hei, e eu... eu também voltei, obrigado pela atenção... Quanto a memórias, houve-as boas e más. Mas deu para trazer de recuerdo uma "macheia" de sol aqui para o blog. Bora lá.