Maus tempos - bad going on worse. Claro que também no Sporting. Mas é o meu clube - mal ou bem - e é nestas alturas que, por acaso, eu faço questão em estar com o meu clube.
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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Terra Prometida
Moltes gràcies. O que eu saboreei em perfeito, absoluto, júbilo. Neste - o melhor dia futebolístico do ano, para mim. Talvez o de há vários anos a esta parte. Que estúpida perfeição, que estúpida alegria. Que - estúpido! - orgulho em perceber o que Guardiola dizia em catalão, no final do jogo.
Lágrimas de quem é humilde e grande ao mesmo tempo, e um dia doma quem só quis ser grande.
Foda-se, Barça, é um overkill de alegria. É por isto que vale sempre a pena.
Lágrimas de quem é humilde e grande ao mesmo tempo, e um dia doma quem só quis ser grande.
Foda-se, Barça, é um overkill de alegria. É por isto que vale sempre a pena.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Cor de Ano de Transição Quando Foge
O meu problema este ano, parece-me, é o Real Madrid estar a ficar em boa forma. Sorte o Barça estar a recuperar da danosa gestão de Laporta - que denunciei neste blog, quando ainda vigorava.
Até agora, tenho toda a fé em Sandro Rosell. Mas eu sei perfeitamente que este é um ano de esconder que é um ano de transição. Sobretudo pela situação financeira...
A Palmatória
terça-feira, 21 de setembro de 2010
The Mourinho Affair
A genial definição de Massimo Moratti:
Quello di Josè Mourinho, nei confronti dell'Inter è stato "un po' come il tradimento di uno che tradisce la moglie, ma le vuole bene".
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Paradigma
Estranhamente, acabei a deduzir uma explicação semi-científica para o sucesso de Mourinho. Pela mesma teoria, porém, ele nunca poderia ter tanto sucesso no Real Madrid, aí seria o fim de uma era.
31 de Maio de 2010 - fica escrito. Daqui a menos de um ano saberemos se me enganei ou não. Recordo que, quanto a Itália, me equivoquei no sucesso que conseguiu aí (e que foi mais que merecido), mas acertei ao avisar antecipadamente que aquela era a pior "ecologia" para Mourinho.
Veremos, pois, se a teoria é infirmada ou confirmada pela realidade.
31 de Maio de 2010 - fica escrito. Daqui a menos de um ano saberemos se me enganei ou não. Recordo que, quanto a Itália, me equivoquei no sucesso que conseguiu aí (e que foi mais que merecido), mas acertei ao avisar antecipadamente que aquela era a pior "ecologia" para Mourinho.
Veremos, pois, se a teoria é infirmada ou confirmada pela realidade.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Parte Esperteza, Parte Sinceridade
Ainda sobre Mourinho, 2 pontos finais:
1. Posso argumentar em favor de Mourinho, acerca da "pros... "vida fácil, do ponto de vista intelectual", que criticou em Itália, que, dos programas que vi, nunca ele, ou o seu Inter, foi motivo de discussão no Porta a Porta, de Bruno Vespa (Rai 1). Estamos a falar de um programa diário, que é capaz de fazer um serão de conversa sobre as maiores banalidades, e cujo apresentador (milanista?) uma vez assisti interpelar Silvio Berlusconi acerca da transferência de Ronaldinho para o Milan, quando Berlusconi estava no programa para falar de Política (ou nem tanto, se bem me recordo, ia escapar ao escândalo da sua amiga Noemi...).
2. De tudo quanto li sobre Mourinho, este é talvez o melhor parágrafo:
"Su Mou, quasi tutti la vedono in modi diametralmente opposti: o è un furbastro, un impostore; o è un genio e una gran brava persona. Ma se fosse invece, come molti di noi, un po’ un furbo e un po’ una brava persona? Ovvero se fosse uno che fa i suoi calcoli con furbizia, ma ha pure un po’ di cuore e cervello, ed è sincero quando dice che se ne andrà dall’Italia perchè non si sente “a casa”, non si sente “allegro”? Insomma, ci sarebbe molto da riflettere su questa decisione di Josè Mourinho. Una cosa è certa: dovunque ha allenato, i suoi giocatori gli hanno voluto bene come a un padre, hanno dato tutto e di più per lui per il rapporto che con lui avevano instaurato. E questa è una cosa che, soltanto con la furbizia, non si ottiene."
Tirado daqui.
domingo, 23 de maio de 2010
Da Vitória, Do Futebol, Do Carácter-Molusco
Todo o mérito a José Mourinho, e os devidos parabéns pela conquista. Não há a menor dúvida que o Inter foi a equipa que mereceu esta Champions. E eu gosto de ter um português famoso internacionalmente pela sua inteligência.
Mas continuarei com a minha embirração com Mourinho, ainda maior se ele treinar o Real Madrid. Que, aliás, será para ele um salto no desconhecido. É um clube com perfil genético diferente de Porto, Chelsea ou Inter. Recordo que Mourinho provou que podia ganhar tudo em Itália, mas que os meus avisos - feitos há 2 anos - sobre o quanto a sua maneira de ser seria contraproducente em Itália, se revelaram acertados.
E pronto: reconhecendo o talento na gestão, mas gostando de um outro tipo de futebol, de um outro tipo de postura, tudo me sabe ainda agridoce.
É que... o futebol não é cirurgia a peito aberto, não é uma guerra para nos salvar, não é um plano essencial de fomento económico; é uma arte cénica, e uma metáfora; trazer para esse subproduto marginal o "mainstream" de trabalho, de esforço, de moralismo, trazer a vertigem de ganhar não faz qualquer sentido.
Só acontece, em minha opinião, porque o próprio "mainstream" anda esvaziado desses valores, anda decadente. Eu só posso aceitar esse discurso de vitória de uma equipa, por exemplo, como o Barça, que não só ganha, também joga bom futebol. Que usa a vitória para preservar a arte, e usa também a arte para produzir uma vitória. Eu não vejo essa osmose entre arte e resultado nas equipas de Mourinho - lamento dizê-lo.
Talvez seja porque o Barça é "mais que um clube", é uma região, e um povo. É um ponto de chegada. E com Mourinho, há sempre outro ponto de chegada mais além, mais distante. Amanhã, no Real Madrid, será a selecção, suponho.
Pergunto-me se a sua abordagem à gestão de uma equipa, pelo mediatismo que induz, pela intensidade com que o faz, não permite a sustentabilidade. Quer isto dizer: será que Mourinho precisa de ir mudando de clube, para continuar a carburar àquela intensidade?
Tal seria, no fundo, inteligente, no sentido em que são parcos os casos de sustentabilidade a treinar clubes. Com sucesso, claro está. Já que se está sempre a prazo, mais vale pôr a carne toda no assador, criar todos os inimigos possíveis para destabilizar naquela(s) épocas, que depois haverá outro destino onde recomeçar. Foi assim, parece-me, em Portugal em Itália - concedo que menos em Inglaterra.... A vós de julgar.
Há um pormenor em que eu tenho imensa empatia com Mourinho - a luta contra a hipocrisia e a "prostituição intelectual". Só discordo dele se disser que é exclusivamente italiano (porquanto Itália seja nisso, tradicionalmente, uma especialista). Há bastante disso cá, e, realmente, suga-nos a melhor vida, é verdade.
Enche-nos de mágoa, aqueles que querem seguir para a frente, não saber em quem confiar, não poder contar com a nobreza da fidelidade, do espírito de equipa. Enche-nos de mágoa ter que batalhar no meio de injustiça, da falta de um "level playing field", por entre o primado de pessoas "spineless", sem coluna vertebral. As lágrimas de Mourinho - eu percebo-as bem.
Mas esse carácter-molusco está muito cá também, Zé. Sabes como é - mais facilmente somos Padre António Vieiras que dedicados párocos da nossa vila...
Bom. Uff...chega! Mas eis a prova do sucesso de Mourinho - estarmos tantos a falar dele. No entanto, sim, continuarei a pequena embirração - é mais forte que eu.
[Update]
Concordo perfeitamente com este comentário de Moratti - o timing de Mourinho podia ter beneficiado de mais alguma sensibilidade. E ficar-lhe-á sempre mal não ter ido comemorar o título a Milão. Afinal, como faz questão de dizer, a culpa não é dos adeptos do Inter...
Mas continuarei com a minha embirração com Mourinho, ainda maior se ele treinar o Real Madrid. Que, aliás, será para ele um salto no desconhecido. É um clube com perfil genético diferente de Porto, Chelsea ou Inter. Recordo que Mourinho provou que podia ganhar tudo em Itália, mas que os meus avisos - feitos há 2 anos - sobre o quanto a sua maneira de ser seria contraproducente em Itália, se revelaram acertados.
E pronto: reconhecendo o talento na gestão, mas gostando de um outro tipo de futebol, de um outro tipo de postura, tudo me sabe ainda agridoce.
É que... o futebol não é cirurgia a peito aberto, não é uma guerra para nos salvar, não é um plano essencial de fomento económico; é uma arte cénica, e uma metáfora; trazer para esse subproduto marginal o "mainstream" de trabalho, de esforço, de moralismo, trazer a vertigem de ganhar não faz qualquer sentido.
Só acontece, em minha opinião, porque o próprio "mainstream" anda esvaziado desses valores, anda decadente. Eu só posso aceitar esse discurso de vitória de uma equipa, por exemplo, como o Barça, que não só ganha, também joga bom futebol. Que usa a vitória para preservar a arte, e usa também a arte para produzir uma vitória. Eu não vejo essa osmose entre arte e resultado nas equipas de Mourinho - lamento dizê-lo.
Talvez seja porque o Barça é "mais que um clube", é uma região, e um povo. É um ponto de chegada. E com Mourinho, há sempre outro ponto de chegada mais além, mais distante. Amanhã, no Real Madrid, será a selecção, suponho.
Pergunto-me se a sua abordagem à gestão de uma equipa, pelo mediatismo que induz, pela intensidade com que o faz, não permite a sustentabilidade. Quer isto dizer: será que Mourinho precisa de ir mudando de clube, para continuar a carburar àquela intensidade?
Tal seria, no fundo, inteligente, no sentido em que são parcos os casos de sustentabilidade a treinar clubes. Com sucesso, claro está. Já que se está sempre a prazo, mais vale pôr a carne toda no assador, criar todos os inimigos possíveis para destabilizar naquela(s) épocas, que depois haverá outro destino onde recomeçar. Foi assim, parece-me, em Portugal em Itália - concedo que menos em Inglaterra.... A vós de julgar.
Há um pormenor em que eu tenho imensa empatia com Mourinho - a luta contra a hipocrisia e a "prostituição intelectual". Só discordo dele se disser que é exclusivamente italiano (porquanto Itália seja nisso, tradicionalmente, uma especialista). Há bastante disso cá, e, realmente, suga-nos a melhor vida, é verdade.
Enche-nos de mágoa, aqueles que querem seguir para a frente, não saber em quem confiar, não poder contar com a nobreza da fidelidade, do espírito de equipa. Enche-nos de mágoa ter que batalhar no meio de injustiça, da falta de um "level playing field", por entre o primado de pessoas "spineless", sem coluna vertebral. As lágrimas de Mourinho - eu percebo-as bem.
Mas esse carácter-molusco está muito cá também, Zé. Sabes como é - mais facilmente somos Padre António Vieiras que dedicados párocos da nossa vila...
Bom. Uff...chega! Mas eis a prova do sucesso de Mourinho - estarmos tantos a falar dele. No entanto, sim, continuarei a pequena embirração - é mais forte que eu.
[Update]
Concordo perfeitamente com este comentário de Moratti - o timing de Mourinho podia ter beneficiado de mais alguma sensibilidade. E ficar-lhe-á sempre mal não ter ido comemorar o título a Milão. Afinal, como faz questão de dizer, a culpa não é dos adeptos do Inter...
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Derecho de Autor
Eu sabia que aquela declaração de Mourinho, antes do jogo de Barcelona, dizendo que "Para nosotros es un sueño, para el Barça una obsesión" (foi em italiano, mas vamos crer que eu as li num periódico espanhol), me recordava algo...
A solução para o discurso antes do jogo estava no iPod.
De novo, é mais forte que eu.
A solução para o discurso antes do jogo estava no iPod.
De novo, é mais forte que eu.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Defining Moments
Ohh... e assim que o anúncio completo estiver disponível, vem aqui pró blog, ah pois vem.
domingo, 16 de maio de 2010
Refúgio
Ao menos uma. Notícia alegre: Barça enfim campeão.
Parabéns igualmente a Mourinho, porque, embora continue com a mesma opinião sobre o futebol das suas equipas, o que ele fez em Itália é inusitado, e muito - muito - difícil. O mérito é todo dele, e da sua inteligência enquanto treinador.
Mas devo, porém, citar Ancelotti depois de ganhar a Premier League e a Taça de Inglaterra, ao declarar-se, por oposição a Mourinho, "normal" e até mesmo "sortudo".
Tudo dito, não percam a excelente entrevista a Mourinho, no Times, aqui.
domingo, 9 de maio de 2010
Veredicto Final
Este não foi um ano para mim, como adepto de futebol, devo reconhecê-lo com humildade. Chego a este ponto observando as vitórias - justas - do Benfica e de José Mourinho.
I.
O Benfica exibiu, ao longo de todo o campeonato, uma forma consistente (talvez em compreensível declínio no último mês e meio). Jogou, parece-me, o melhor futebol a nível nacional, embora deva acrescentar que não vi suficientes jogos do Braga para ter a certeza definitiva disso mesmo.
Demonstrou um jogo "à antiga", baseado em extremos, e teve dois dos melhores intérpretes nessas posições desde há algum tempo: Di María e Ramires (pode-se argumentar, contudo, que Ramires não é extremo puro, antes um médio-direito, menos arrojado, mas mais equilibrado que Di María).
Criticarei, quem me conhece já o sabe, os "presupuestos" orçamentais em tempos de crise, que contiveram Sporting (até ao deslumbre parvo no Inverno) e Porto. E não tenho clara a tal "questão dos túneis". Tudo pesado, contudo, creio que o Benfica teve um output positivo que superará qualquer desses pecados, ou potenciais pecados.
Demonstrou um jogo "à antiga", baseado em extremos, e teve dois dos melhores intérpretes nessas posições desde há algum tempo: Di María e Ramires (pode-se argumentar, contudo, que Ramires não é extremo puro, antes um médio-direito, menos arrojado, mas mais equilibrado que Di María).
Criticarei, quem me conhece já o sabe, os "presupuestos" orçamentais em tempos de crise, que contiveram Sporting (até ao deslumbre parvo no Inverno) e Porto. E não tenho clara a tal "questão dos túneis". Tudo pesado, contudo, creio que o Benfica teve um output positivo que superará qualquer desses pecados, ou potenciais pecados.
II.
Quanto a José Mourinho, lamento dizer que continuo a não gostar do futebol das suas equipas. Já agora, posso inclusive dizer que a equipa do Benfica deste ano, parece-me, jogou melhor futebol que o Inter. Mourinho é, porém, muitíssimo eficaz, e "reliable", inusitadamente "reliable" no mundo imprevisível do futebol. Como tive oportunidade de escrever, a vida em Itália seria muito difícil para o seu génio (no sentido de feitio, que eu sou malandro), mas não é certo que ele não tenha exagerado isso para criar o "escândalo" necessário a desviar as atenções da equipa.
Olhando para o Inter, passados dois anos sob o seu comando, é patente que se tornou uma equipa "limpa", uma equipa verdadeiramente. Para isso é fundamental a liderança e o sentido de Justiça que Mourinho inspira nos jogadores. Deixou de prevalecer a "selecção natural", o primado dos mais fortes, como na equipa de Mancini, hardcore. Esta equipa tem mais cola, é menos darwiniana, é mais civilizada. Eu, malgrado essas virtudes, estou ainda para admirar o seu futebol, que me parece cronometrado, mas sem rasgo. Insonso. Mas eu já tinha esse problema com o Chelsea, menos com o Porto, de Mourinho.
Pertence a Mourinho o mérito total de ter prevalecido contra as muralhas de Itália, de ter mudado tão profundamente a ecologia do Inter, de ter sustentado e ampliado um clube com o peso de títulos acumulados, no ponto certo para deixar de ganhar. Esta equipa do Inter, depois do Mourinho-Cif está desinfectada, limpa, é facilmente treinada por quem quer que seja. Ele é o que se pode chamar um "senhor da limpeza".
Olhando para o Inter, passados dois anos sob o seu comando, é patente que se tornou uma equipa "limpa", uma equipa verdadeiramente. Para isso é fundamental a liderança e o sentido de Justiça que Mourinho inspira nos jogadores. Deixou de prevalecer a "selecção natural", o primado dos mais fortes, como na equipa de Mancini, hardcore. Esta equipa tem mais cola, é menos darwiniana, é mais civilizada. Eu, malgrado essas virtudes, estou ainda para admirar o seu futebol, que me parece cronometrado, mas sem rasgo. Insonso. Mas eu já tinha esse problema com o Chelsea, menos com o Porto, de Mourinho.
Pertence a Mourinho o mérito total de ter prevalecido contra as muralhas de Itália, de ter mudado tão profundamente a ecologia do Inter, de ter sustentado e ampliado um clube com o peso de títulos acumulados, no ponto certo para deixar de ganhar. Esta equipa do Inter, depois do Mourinho-Cif está desinfectada, limpa, é facilmente treinada por quem quer que seja. Ele é o que se pode chamar um "senhor da limpeza".
III.
E temos, pois, Benfica campeão, Mourinho (quase-quase) campeão, com final de Champions. Veredicto final? Justo.
E eu? Bom, eu continuo na minha. Prevejo uma limpeza de balneário a ferver a qualquer momento no Porto, prevejo um Sporting novamente experimental. E prevejo um Barça campeão, não por este jogo (gaffe minha, neste post, traído pelas contas), mas, seguramente, no Nou Camp.
All in all, quem sabe, talvez não tenha sido um ano assim tão mau.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Per a Una Altra Vegada
Desculpa Barça - em pots perdonar? - mas não era mesmo para ser desta. O Inter mereceu, pelo estoicismo com que sofreu. Tens que reflectir na tua variação de "Zidanes e Pavones" (Pepe, esta é para ti). Tens que te libertar dos Laportas e outras boleias.
Volta à calle, volta à cancha. Volta assim que te encontrares.
Fin desprès.
Volta à calle, volta à cancha. Volta assim que te encontrares.
Fin desprès.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
I Got a Feeling
Ei! Ei! Aqui. Ohh! Aqui, pá.
Só para dizer, antes que algo mais suceda após os "empurrões" com o Jorge Baptista, que eu também tenho um "feeling", há algum tempo, acerca da campanha da selecção nacional na África do Sul.
E não é dos bons, é daqueles que não dá para fazer publicidade a bancos. Acontece que eu já acertei antes, se alguém se recordar.
Hum. Talvez haja alguma outra canção dos BEP com um título mais adequado às expectativas que devemos ter...
Só para dizer, antes que algo mais suceda após os "empurrões" com o Jorge Baptista, que eu também tenho um "feeling", há algum tempo, acerca da campanha da selecção nacional na África do Sul.
E não é dos bons, é daqueles que não dá para fazer publicidade a bancos. Acontece que eu já acertei antes, se alguém se recordar.
Hum. Talvez haja alguma outra canção dos BEP com um título mais adequado às expectativas que devemos ter...
domingo, 20 de dezembro de 2009
Rubgay
Elogios para a coragem de Garreth Thomas, que os meus pais também me ensinaram a ser politicamente correcto. Mas eu tenho que dedicar esta aos... betos que conheci ao longo dos anos, que desdenhavam o futebol - como se o Rugby fosse 'o' desporto másculo puro, essa Irmandade da Testosterona. Joke's on you now.
Cuidado com as placagens.
Cuidado com as placagens.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
"Bisbetico Indomabile", Ou a Forma e o Conteúdo
Eu dizia que ganhar o campeonato no primeiro ano em Itália era o supremo teste - e Mourinho conseguiu-o, com todo o mérito. Reitero: é muito mais difícil fazê-lo em Itália do que em Inglaterra.
No entanto, os meus avisos acerca da cultura italiana não foram meros caprichos - era fácil demais, para alguém que dela tivesse a mínima noção, ver o confronto a acontecer. Parte desse confronto é propositado, da parte de Mourinho, por "mindgame". Mas ele tem vindo também a descobrir - à sua custa - que em Itália o "mindgame" não tem um princípio, meio e fim, como em Inglaterra - sendo que o fim seria o reconhecimento pelo seu sucesso.
Acontece que aquele é um sítio em que não há o mesmo "silêncio" da vitória, um sítio onde não basta o conteúdo - é também precisa a forma (aliás, alguns italianos podem enamorar-se da forma muito além do conteúdo...).
Eis porque, por mais conteúdo, ou valor objectivo, que ele possa ter oferecido (e declaro desde já que não me parece que o Inter jogue um futebol assertivo ou apaixonante - continua, época e meia passadas, uma espécie de eterno prelúdio a outra coisa qualquer) a forma há-de lá estar como uma sombra. Não basta aos italianos que Mourinho seja "bravo" - se não aprender a ser galante e humilde, a irritação com o "uomo di Setubal" nunca vai diminuir. É realmente irracional - quanto mais irritados estiverem com o seu estilo, mais irão passar por cima do que tem conseguido.
Por isso Mourinho reclama com um "pensava que esta era a terra do 'resultado final é que conta'...". Engana-se, efectivamente. Isso é verdade quando também os conquista pela sua postura. Quando não, eles são cruéis ao ponto de - dado o resultado positivo - reclamarem pela pobreza do futebol, ou explorarem questiúnculas com jogadores, fingirem que o Inter é alguma espécie de clube glorioso na Europa, para quem uma derrota é uma ignomínia. È cosi.
Para os italianos, talvez, estaria na altura de Mourinho ter mudado de discurso - teve o tempo necessário para se adaptar ao país. E para encher o olho com grandes espectáculos - teve o tempo necessário para controlar a equipa.
Para Mourinho, talvez, estaria na altura de os italianos terem mudado o seu discurso - de reconhecerem a sua capacidade, os resultados conseguidos, com uma equipa, em notas à americana, B ou B+, mas definitivamente não de categoria A ou A+.
O problema, reparem bem, é que os italianos falam da forma, e Mourinho do conteúdo. Ah... houvesse forma e conteúdo... todos seriam felizes.
No entanto, os meus avisos acerca da cultura italiana não foram meros caprichos - era fácil demais, para alguém que dela tivesse a mínima noção, ver o confronto a acontecer. Parte desse confronto é propositado, da parte de Mourinho, por "mindgame". Mas ele tem vindo também a descobrir - à sua custa - que em Itália o "mindgame" não tem um princípio, meio e fim, como em Inglaterra - sendo que o fim seria o reconhecimento pelo seu sucesso.
Acontece que aquele é um sítio em que não há o mesmo "silêncio" da vitória, um sítio onde não basta o conteúdo - é também precisa a forma (aliás, alguns italianos podem enamorar-se da forma muito além do conteúdo...).
Eis porque, por mais conteúdo, ou valor objectivo, que ele possa ter oferecido (e declaro desde já que não me parece que o Inter jogue um futebol assertivo ou apaixonante - continua, época e meia passadas, uma espécie de eterno prelúdio a outra coisa qualquer) a forma há-de lá estar como uma sombra. Não basta aos italianos que Mourinho seja "bravo" - se não aprender a ser galante e humilde, a irritação com o "uomo di Setubal" nunca vai diminuir. É realmente irracional - quanto mais irritados estiverem com o seu estilo, mais irão passar por cima do que tem conseguido.
Por isso Mourinho reclama com um "pensava que esta era a terra do 'resultado final é que conta'...". Engana-se, efectivamente. Isso é verdade quando também os conquista pela sua postura. Quando não, eles são cruéis ao ponto de - dado o resultado positivo - reclamarem pela pobreza do futebol, ou explorarem questiúnculas com jogadores, fingirem que o Inter é alguma espécie de clube glorioso na Europa, para quem uma derrota é uma ignomínia. È cosi.
Para os italianos, talvez, estaria na altura de Mourinho ter mudado de discurso - teve o tempo necessário para se adaptar ao país. E para encher o olho com grandes espectáculos - teve o tempo necessário para controlar a equipa.
Para Mourinho, talvez, estaria na altura de os italianos terem mudado o seu discurso - de reconhecerem a sua capacidade, os resultados conseguidos, com uma equipa, em notas à americana, B ou B+, mas definitivamente não de categoria A ou A+.
O problema, reparem bem, é que os italianos falam da forma, e Mourinho do conteúdo. Ah... houvesse forma e conteúdo... todos seriam felizes.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Realpolitik
Deixai os tolos falar. Oh, deixai os tolos gritar, cegos por suas paixões.
Realpolitik portista, meus amigos - e é por isto que eu gosto tanto da cultura daquele clube.
Qualquer dia sou portista, e vocês nem deram por nada.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A Deriva Gourmet
Faz-me muito mais sentido a demissão de Pedro Barbosa e de Miguel Ribeiro Telles do que de Paulo Bento. Mas bom, o imediatismo é o que é, e Paulo Bento teve a dignidade de levar até ao fim a impressão de que estava a fazer - por algo grosseira e primária reacção da massa associativa - mais mal que bem ao clube.
Sou daqueles que o não culpa - pelo menos nunca em primeiro lugar. Foi uma pessoa honesta em tempos muito pouco honestos. Não tinha, como técnico, a criatividade que eu gostaria - mas conseguiu aproveitar jogadores do Sporting para além do seu valor, de forma incrível.
Mas não dá para jantar 'restos' toda a vida, diz a massa associativa. A ambição por um bom bife, um suculento peixe, não se engana eternamente. O apetite 'gourmet' trai todo o dever de gratidão a quem afastou o fantasma da fome macabra. Mesmo que esse apetite acabe em mais 'restos,' apenas cozinhados de outra forma por outra pessoa qualquer.
Como dizia aquele indivíduo que citava frouxamente o 'Gattopardo': "Às vezes é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma".
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Rude-Ney e a Vendetta
Diz Wayne Rooney que espera que Portugal não se qualifique para o Mundial de 2010 (aqui), porque eliminou a Inglaterra nas duas últimas competições internacionais. Não percebo tanto ódio. Afinal, se não fosse Portugal, a quem é que a Inglaterra adulteraria, em '66, a semi-final? Quem é que iria arrastar - ilegalmente - para Wembley?
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Extremófilos
Uma das felicidades - os cínicos colocarão um "poucas" antes das mesmas - de ser sportinguista é a surpresa de... encontrar similares. Por exemplo, aconteceu-me no outro dia um apresentador que eu juraria ser benfiquista declarar-se sportinguista. O quê? Este indivíduo é sportinguista?
Pois é. E a coisa explica-se de forma simples e estatística: existem mais benfiquistas. Parte do prazer de ser sportinguista é ser 'do contra'. Ir contra a maré. Como explicá-lo de outra forma? É mesmo assim.
Mas essa mania, de não querer estar ali no meio da distribuição normal, faz com que se tome por adquirido que todas as outras pessoas são benfiquistas. Até que se confessem em contrário. E mesmo então há a questão do Porto.
Donde, é sempre uma surpresa interessante descobrir um sportinguista - especialmente em quem juraríamos que tem 'pinta' de benfiquista.
Hei - cada um alimenta o clubismo com o que pode.
Nota (só para 'nerds'): É possível uma distribuição normal a partir de dados qualitativos?
Pois é. E a coisa explica-se de forma simples e estatística: existem mais benfiquistas. Parte do prazer de ser sportinguista é ser 'do contra'. Ir contra a maré. Como explicá-lo de outra forma? É mesmo assim.
Mas essa mania, de não querer estar ali no meio da distribuição normal, faz com que se tome por adquirido que todas as outras pessoas são benfiquistas. Até que se confessem em contrário. E mesmo então há a questão do Porto.
Donde, é sempre uma surpresa interessante descobrir um sportinguista - especialmente em quem juraríamos que tem 'pinta' de benfiquista.
Hei - cada um alimenta o clubismo com o que pode.
Nota (só para 'nerds'): É possível uma distribuição normal a partir de dados qualitativos?
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