quarta-feira, 5 de maio de 2010

Xenofilia

Estive quase, quase a deixar um comentário a este post do escritor João Tordo. Onde está o cavalheirismo em aviltar o Sporting? Depois apercebi-me da idiotice que seria: afinal, é só para isto que eles querem o Sporting, para patrocinar a cerveja da paz, e nada mais. "Podemos estar mal - mas ao menos não somos sportiguistas!", seguido de risos, palmadas nas costas.

Eu recuso-me a participar nesse jogo. Eu nunca gostei do Benfica (porquanto reconheça o excelente futebol que exibe esta época, do melhor que tenho visto em Portugal), e amei um certo "espírito de eterna juventude" do Sporting, devo confessá-lo (talvez ainda ame um pouco). Mas o único clube que eu respeito-respeito é o Porto, nada a fazer. É o clube que não ofende a inteligência alheia, e terei sempre admiração por Pinto da Costa, que encosta a um canto todos os presidentes de Sporting e Benfica.

Mas conheço outro clube que sempre detestei sem dúvidas - o Real Madrid. E ainda outro clube de que gosto sem dúvidas - o Barça. É simples, pois, a minha escolha. Eu não tenho que defender o Sporting - o clube passa bem sem mim.

Todos nós devemos ter num clube de futebol um elemento que nos faça regressar à juventude. À minha, nada há de tão claro como a xenofilia. A recordação da Catalunha no Barça, e de um ano da minha vida, é aquilo que eu quero apoiar, nada mais. Obrigado, João Tordo.

Estando ele nos E.U.A. talvez perceba melhor o conceito desta forma:


"Manners maketh man", João.

Por isso, meus caros, as far as I'm concerned - eu ainda estou na luta pelo campeonato. E só falta um joguinho para ser campeão.