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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Now You're (Just) Somebody

Brilhante.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Baby Got Back

Não vale a pena justificar-me, não vale a pena perder tempo a desculpar-me.

Voltei. E - à excepção da Candice Swanepoel - regra geral, não vale muito a pena olhar para trás.



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Great


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Life Imitating Fiction Imitating Life

Uma coisa muito curiosa, estranha, quando penso na década de 90 e na década de 2000 é a emancipação das séries de TV que eu via. Ao contrário do filme de Woody Allen, foi a ficção que invadiu a realidade.

Primeiro foi o Dragonball copiado por Cristiano Ronaldo - o treinar, treinar, treinar para conseguir ser... super-guerreiro (ou super-puto). E o futebol como o 'combate'.



Depois foram os Gato Fedorento - não que não produzissem ficção também, claro, mas trouxeram o tipo de piada que parecia tão estrangeira, tão americana, tão fora do mainstream português - para o mainstream português. Uma das mais bem feitas enxertias culturais, com talento - sobretudo de Araújo Pereira e Quintela. Trouxeram o registo dos Monty Python, dos Friends, do Seinfeld.


Desta vez ocorreu-me recorrer a algo um pouco mais subtil. Se vocês começarem o vídeo no minuto 4:51 faz-vos lembrar algo?

Outra transição - enorme - foi a da pornografia. A certa altura dos anos 90, com o (going on) mítico Canal 18, ela saltou dos VHS manhosos e dos PC dos adolescentes para... todo o lado. Depois - suprema ingerência - os adultos começaram a mexer nos nossos computadores (damn user-friendly interfaces...), e a contactar com esse mundo de pornografia, inesgotável, gratuito.



Eis como a pornografia - de repente - passou a ser universalmente aceite; era fácil reconhecer os românticos ingénuos que não sabiam ainda 'da coisa'. Pessoas que hoje são famosas foram envolvidas em situações pornográficas (Ronaldo, a propósito) - e nenhum mal veio ao seu mundo. Porque a pornografia era, cada vez mais, um pecado generalizado. Mas nessa transição, é fácil esquecer algo o veículo principal: a tecnologia - o desenvolvimento da Internet com alta velocidade e aumento do poder de computação (eventualmente o desenvolvimento da rede de TV por cabo).

E assim a pornografia passou de algo contido a 'vecinitas cachondas' para um oceano de coisas, que mistura tudo, melhor e pior, inclusive a mais disturbing perversão... Antes os operadores de cabo faziam de conta que não sabiam 'daquilo' - 'vem de Espanha' defendiam-se com... pudor. Lembram-se? Agora existem canais (plural) especializados em todos os operadores.

(Recordo, para manter o fio condutor nesta discussão, que a pornografia é ficção, maioritariamente. Basta pensarem no vosso dia-a-dia para verem a diferença. Lá por não excercitar os mais nobres locais da nossa mente, é uma 'construcção de descontrucção', e como tal ficcional. Só seria (será?) documental, descontrucção do sexo, na versão National Geographic da vida humana.)

No meio disto veio o 'American Pie' - a traduzir em cinema o mundo de secreto, e delicioso... deboche (?) pós-Internet da minha geração. Neste caso, porém, foi a Ficção a Imitar a Vida.



É - eu gosto bastante do filme.

O que é muito interessante, para mim, porque a pornografia exibiu cruamente uma realidade, matou ilusões e educações arcaicas - e hoje já nem nos apercebemos que só temos o dinheiro, a fama, o poder, o trabalho. A pornografia matou muito romântico nas duas últimas décadas, e tornou a sociedade mais egoísta, e selvagem - darwiniana (se o não foi sempre).

My Fiction, My Life

A mais recente invasão da realidade por séries de ficção é... a minha vida. Ultimamente, com o desregramento de não estar a trabalhar, e estudando em part-time (de nenhum full-time), com a insalubridade da má alimentação, as horas de sono trocadas com quem trabalha em casa, recordo-me das... Ab Fab:



Eu via isto mais novo, e foi profético - para a minha small picture. Tal como a televisão foi profética no que se viria a passar na big picture.

É claro, a série de TV que eu pensei que seria a minha vida - honestamente - seria esta (como peculiar médico de Clínica Geral, resolvendo os 'casos'):



But, alas, it wasn't to be. (Foi a Agatha Christie que me ensinou o alas).

Talvez até, na verdade, fosse esta a série que eu quisesse vir a ser a minha vida:


A propósito, é altamente necessário que esta ficção volte... à ficção. Sic Radical - quanto tempo para acordar para a vida, hein?

Por não acabar? (Risos) Na altura mais por ser a vida do solitário bem consigo - sereno. E talvez ainda vá bem a tempo dela. Bem a tempo.

sábado, 9 de outubro de 2010

Da Bazófia

À consideração do Edu, na fase de macho-man (essa réplica 'nacho-man' é para insinuar que eu estou gordo?). Aqui o Costanza até és tu, eh eh. No final - um pouco de paciência, que vale a pena.

Retirado do brilhante 'Roommate Switch'.



Sejamos honestos. Quando a altura chega a sério, a bazófia é a primeira a desnudar-nos.

Esta Nossa Quinta

Ainda o melhor livro sobre a 1ª República em Portugal:



Curiosamente, também se adapta muito bem ao 25 de Abril.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A Lição Brasileira

Um fenómeno que me intriga especialmente é a qualidade do Cinema brasileiro. Não tanto que o Brasil faça excelentes filmes, claro, mas esta sensação de que - deste lado do Atlântico - ainda estamos na estaca zero. Não me faz o mínimo sentido, tão colossal diferença.


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Contra-Indicação

Hei... Eu não sabia disto.

TYS

Já não tenho grandes argumentos para justificar o meu ter previsto o sucesso de Lady GaGa (contra detractores). Olha, fica apenas um TYS: Told You So. Prontos, pá.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Tarantino's Mind

Uma das coisas que aproveitei para fazer estas férias - que parece estarem a prolongar-se indefenidamente - é apreciar alguns filmes que nunca me passaria pela cabeça ter visto, anos atrás.

Vai daí, apareceu o Tarantino.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

B.B.

Creio que Roger Vadim, então seu marido lhe terá dito, à medida que a "libertava" (palavras com que justificaria o fim do casamento) para o mundo: "Tu serás o pesadelo de todo o homem casado".





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terça-feira, 3 de agosto de 2010

My Favourite




Nina Persson.

domingo, 1 de agosto de 2010

Bella

Agora que me despeço da Margem Sul, não posso deixar de fazer um apontamento muito pessoal. Os portugueses são muito iguais em toda a parte, embora - desde Herculano - eles pensem que não. Apenas eu sou um pequeno-burguês lisboeto-rural, e tinha ouvido a minha parte de estereótipos ("aquilo é um deserto"). Fui ver como era.

Nestas zonas de Sesimbra, na proximidade de Setúbal, notei um fenómeno muito curioso: vejo os homens com temperamento marinheiro, algo agressivos, e desleixados, alguns mesmo porcos, quase como reflexo da sujidade das docas. Mas também francos, como se a impaciência cultivasse igualmente a honestidade.

Há o equivalente feminino desse perfil, é certo, mas há também uma variante feminina que me espanta realmente: pelo meio desse existir masculino algo rude, existe, por vezes, uma rapariga, uma mulher, de uma beleza inusitadamente delicada. Como que inebriantemente feminina, passe a redundância.

Uma beleza de Botticelli - silente, reservada, por vezes inconsciente de si. Temendo algo? Ia dizer uma beleza meridional, mas os casos de que me recordo tinham todos cabelos louros. Mais bem recordam-me as mulheres do centro e norte de Itália.




Visões de uma certa mulher do Sul europeu, suponho, no esplendor da juventude. Bella.


segunda-feira, 26 de julho de 2010

B) Os Momentos-Carolina (Inverno)

Os momentos-Carolina são a antítese dos anteriores. Servem para controlo e manipulação - pequena tortura pelas mulheres, para os homens que não chegam. Esta já não é a face da generosidade, do exibicionismo vital, da tolerância. Atenção, pois.

O nome vem desta passagem de "Manhã Submersa", de Vergílio Ferreira, que expressa bem o toreio jocoso a um touro que não sabe investir, resfolegante embora. E assim o torturam e lhe espetam farpas, impiedosamente.

"(...) Ora precisamente, como me sabiam algemado no fato preto, brincavam todos comigo, desafiando-me cobardemente para o terreno proibido. Eu não imaginava que isso pudesse acontecer, e tive por isso uma estranha revelação. Quando andava na instrução primária, lembro-me de alguns rapazes atirarem às raparigas que passavam gracejos a que elas não podiam responder. E já naquelas férias, uma vez que a Carolina saía de uma loja com uma pilha de lenha, o Calhau, sorrateiramente, atirou-lhe a mão aonde não devia, e disse-lhe duas palavras clandestinas. Carolina, afogueada de cólera, só soube responder:
-Vá-se lavar, seu velho jarreta.
- Mas tu queres mesmo saber se eu sou velho? - perguntou o Calhau muito sério.
E Carolina embuchou. Mas, na véspera do meu encontro na serra com os antigos companheiros, Carolina procedera comigo como o Calhau com ela. Depois de me servir a sopa, cruzou os braços sobre a mesa volumosa dos seios e plantou-se-me diante a ver-me comer. Sempre que eu erguia os olhos, logo aqueles dois seios se atiravam sobre mim, e me inchavam na mão, na cara, noutros sítios. Carolina, orientada talvez pela sua necessidade, deu logo conta da minha perturbação. E brincando comigo, como se eu fosse mais mulher do que ela, debruçou-se para mim num segredo:
- Já te apetecia, não?
Oh, eu nem respondi. (...)".

in "Manhã Submersa", Vergílio Ferreira (1916-1996)

A) Os Momentos-Manara (Verão)


Achou alguém por bem dar o nome de Coina a uma localidade na Margem Sul. Vocês conhecem - é a zona da A2 que anunciam estar em obras. Consta que tem uma feira - a Feira de Coina, onde se pode comprar toda a sorte de coisa. Yep.


Agora, o interessante é que foi uma mulher ao lado a fazer a piada mais fácil. Auch... Picante? Estranho? Picante-estranho. Esperem.


Há a do outro dia. Esse em que alguém levava um medicamento específico, bastante específico. 'Para que é que ela quer isto? Vai levar no c...?', ouvi dizer, corando. Auch!!!


Ontem mesmo um amigo me perguntava acerca de um aspecto curioso na anatomia genital feminina. Grave, eu não soube responder com certeza. Vínhamos da praia, com os melhores corpos a rebrilharem ao sol, corpos saudáveis, pletóricos. Formas femininas ao natural, de pernas perfeitas, e as nádegas de que depende, como já disse antes, hoje toda a nacionalidade. Nunca um esclarecimento esteve tão próximo and yet tão distante. A maldição de Tântalo.


A praia... Mulheres que andam, mulheres que páram, mulheres que se baixam, mulheres de quadris ao sol. Mulheres de costas. Mulheres que não sabem, mulheres que sabem, mulheres que não querem saber.



E nas lojas. Gente bonita que me atende, gente bonita que eu atendo. Embatuco, envergonho-me de mim. Nesta altura isso é-lhes divertido. Não falo com mulheres tão atraente noutro contexto, só as contemplo. Nunca fazem parte do meu círculo, e nunca conheci ninguém de que fizessem.



Afinal, porra, como é exactamente esse pormenor da anatomia feminina? Maldita esta ignorância sem inocência.

Calor, tanto calor. De repente, percebo que toda esta ânsia tem que ser falsa, não pode ser real, é insuportável, tsunâmica, se for real. De repente percebo que devo estar preso num livro, num livro de Milo Manara, com mulheres irreais, de fantasia, em torno a mim, com a líbido a ser assumida por elas, o prazer a ser cultivado por elas, sem mais ilusões de sedução. Com todos os pormenores anatómicos correctos, óbvios. Com a beleza ainda intacta, além do sexo, além da personalidade. São elas que assumem a pequena loucura em todos nós.

Estou preso num albúm do Milo Manara. E não quero sair daqui. Juro que não quero.

Mulheres, Momentos

Contas feitas, divido a minha relação - contemplativa - com as mulheres em dois momentos muito distintos, muito claros também.

Há os momentos em que me encantam com o seu espectáculo, e então eu contemplo como um menino numa loja de doces. Nem lhes interessa se eu contemplo, são estupendos seres e sabem-no bem. Querem o sumo desta vida.

E há os momentos em que me consideram um homem inferior - notoriamente inofensivo, que nada mais é capaz senão de contemplar. E, claro está, uma mulher precisa, em vários momentos e de forma diferente, de um homem (mesmo um homem bom na vida em sociedade) que possa ser mau. Ciao, Darwin!.

Analisemos, pois, meus amigos, esses diferentes momentos em que me divido no jogo de magnetismo com elas. Baptizei os primeiros momentos como "Momentos-Manara", os segundos como "Momentos-Carolina". A continuación.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

O Triunfo Dos Porcos

Por razões que talvez possa abordar num post mais a jeito, um dos meus livros favoritos é o Animal Farm de George Orwell. Alguns de vocês, eruditos, poder-se-ão lembrar que o título da tradução em Português ficou O Triunfo dos Porcos - por razões que talvez possa abordar num post mais a jeito.

Ora bem, vem isto a propósito do "nick" carinhoso com que o pessoal que lê o Financial Times trata o países mediterrânicos: PIGS. Portugal, Itália, Grécia e Malta. Espera - Malta não existe para além das participações nos Jogos Sem Fronteiras. Eu queria dizer era Espanha.

Pois é. De todos os PIGS assolados pelo pânico da dívida soberana (safa-se melhor a Itália, suspeito que nem queremos bem saber como...), eis aquele que, pelo meio do doom and gloom respondeu à notício-cracia mundial, ganhando, com Justiça, um Mundial de Futebol. Não é exactamente um crescimento do PIB, mas caramba - também ajuda, hombre. Ajuda a que o país seja respeitado, e tido em consideração. Marketing, mis amigos.

(Pequeno aparte: não parece esta vitória uma espécie de "endgame" de Espanha? Um plano urdido para ter uma elite de desporto mundial - é o Alonso, o Nadal, o Gasol, etc, etc? Desde influência política até camadas jovens até inusitada exportação dos talentos... parece tudo um plano perfeito).

Mas espanta-me a reacção de estranheza quando digo que gostei que Espanha ganhasse à Holanda (não me digam que aquela é uma Holanda-Holanda, bastava ver como Van Persie ou Van Bronckhorst pareciam mais estar a cumprir calendário). Como se fosse uma traição a ser português. Give me a break... Eu gostei que Espanha ganhasse porque Espanha jogou mais, primeiro, mas também porque gosto da cultura espanhola.

Como li um dia a Francisco José Viegas, eu não sou um iberista (no sentido que Saramgo lhe deu, de união dos povos), mas eu sou um espanholista. Eu gosto do país. Eu gosto da comida. Eu adoro a língua, adoro ler em Espanhol - até livros científicos. Eu gosto dos melhores sentimentos espanhóis: a franqueza, a espontaneidade (um Casillas sem mais merdas a dar um beijo à Carbonero), a coragem. Gosto, pá. O que é que querem?

Eu tenho saudades de ler o La Vanguardia, apetece-me assinar a Interviú e comprar um livro do Francisco Umbral, ler enfim o Ortega y Gasset como deve ser. Sinto saudades de Barcelona. Eu não sou diferente de ninguém, não venham com tretas - gosto do melhor de Espanha, e dispenso convenientemente o resto, que o há.

Mas isso não cai bem a alguns portugueses. Lembro-me sempre do benfiquista que gritava contra o Quique Flores: 'Eu nem de espanholas gosto, quanto mais de espanhóis!'. Tudo isto é extremamente positivo na eventualidade de Espanha decidir invadir-nos. Como isso, no entanto, só acontece para aí de quinhentos em quinhentos anos, torna-se uma espécie de má-educação visceral que constrange os (poucos) portugueses como eu. Talvez os seus descendentes em 2452 defendam o país, e mostrem 'ter razão'. Não digo que não, chavais, mas até lá, deixem-me disfrutar Espanha no seu melhor, ok?

E, por isso, concluo com a tal canção, que descobri ser de um Manolo Escobar inevitavelmente andaluz. A canção é inócua, não contagia... Podem ouvir. Arranjei maneira de a majestade simples da música ser contraposta por um estilo ridículo dos anos 70. Para vocês.


quinta-feira, 27 de maio de 2010

A Dívida Soberba-Joana, Soberba-Rita, Soberba-Teresinha...

Que aborrecido este começo de Verão... Pfff. É défices para ali, dívidas soberanas prácolá. Chatice pá. Ninguém parece falar mais das outras questões, que também são tão importantes para este país.

Por exemplo, não estava já na altura de uma nova Teresinha da Netcabo? E suas amigas? Eu diria que sim. Eu diria francamente que sim.



Bom... tenho que ir, pessoal. Está ali um telefone a (trim, trim...) chamar-me.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

1/2

Parece que este ano a Armani escolheu para representar a marca o Cristiano Ronaldo e a Megan Fox.

Pois é, srs. da Armani... Fácil de ver onde é que acertaram, não?


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Protector Solar e "Que-Sa-Lixe": Conselhos Para Este Ano

Das Festas, aquilo que mais me emocionou:

Tenho mais amor a este discurso/música (existe uma outra versão do vídeo) do que seria saudável, mas reconheço aí o espírito da última serenidade, dos "meus" anos 90 - nada a fazer. O meu conselho, para além do protector solar? Seguir estes conselhos.



Também gostei muito disto - porque, no meio de um país em faz-de-conta, em mais uma fase da depressão crónica, me pareceu... genuíno. Ok, suponho que haverá dançarinos (dizes que é só o pessoal???), pelo menos ensaio - mas a "coisa" em si pareceu-me... bonita (não tinha outra palavra melhor, foi em treinadorês), genuinamente criativa (melhor). Mas, sobretudo, com empenho, coração. Com "que-sa-lixe" - e eu gosto disso.