quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Estouvar

Ok. O 12º trabalho foi cumprido. Uff.

Bora lá estouvar. Let's go and get us some memories.

O blog volta em Setembro. Um abraço.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

It's Stifler Time!

Está quase. A 'crew' está a ser reunida, a praia espera. A aventura histérico-juvenil-escapista também. It's Stifler time, baby!


B.B.

Creio que Roger Vadim, então seu marido lhe terá dito, à medida que a "libertava" (palavras com que justificaria o fim do casamento) para o mundo: "Tu serás o pesadelo de todo o homem casado".





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Not My Life, Please

Huh... é só porque convém que isto não aconteça, que as coisas não acabem assim.

(Estão a ver a "bola vermelha" que acabei de escrever quatro palavras atrás? Pois cliquem com cuidado, que este blog é dos que avisa).


A Meretriz



You take the blue pill, the story ends. You wake up in your bed alone again. You walk down the street and see the same endless amount of girls you will never meet. In every kind of shape and coulour, from every country on Earth. You will not talk to them, not know them, not even kiss one. You will delude yourself with surrogates, each time promising yourself to be the last. Blue eyes, brown eyes, green eyes. You will not see them for more than a fraction of a second. You will develop intelectual interest in a number of themes, pleadging to have done so your entire life.

You take the red pill, you go to Wonderland, and I show you how deep the rabbit hole goes.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

My Favourite




Nina Persson.

Vida Gasta, Vida Reservada

Hoje sentei-me a escutar
Um velho bêbado no chão,
Ele precisava de falar
E eu, de fato e gravata,
Tinha coração a dispensar,
Que se lixe... porque não?

Tantos são
Os silêncios do dia,
Escutá-lo não me mata,
Nem esta pedra negra e fria.

Falou da sua vida, e dos erros
Que o levaram à bebida,
Erros pequenos, erros naturais
Pergunto-me se tal castigo em vida
Não será castigo a mais.

Agora é tarde,
A noite cai, e oiço a história novamente
Não...
Ah, velho bêbado
Nas palavras falta-te sóbria lógica -
Falas na desordem de quem só sente.

Passa então por nós
Uma rapariga
Altiva, e apressada,
Sem nos mirar,
Sem responder à pergunta do velho
(Inocente);
Segue como quem tem vida reservada,
Noutro tempo mais decente.

Não tão bela
Que precise de altivez,
Magra e seca, e talvez...
Talvez viva ainda sozinha,
Disfarce ao rir no telefone,
Escrevendo na Internet
Talvez não queira olhar
Para quem se compromete
Com vida em sorte calhada.

Para onde vão estas mulheres?
Que vida têm reservada?
Carregam aos ombros o peso imenso
De nada...?
O velho bêbado não suspeita
Que ela foge, contrafeita
Àquela perdição.

Serves-lhe de lição, velho
Que rodas a garrafa dos sonhos,
Vazia.
E deixo-te para jantar
Nisso tenho mais sorte que tu,
Mas janto o que houver -
Eu nunca faço reservas,
Não sou tanto que me importe.

E caminho respirando a noite
Fresca de serenidade...
Entre vós dois,
Não sou antes nem depois,
Não sou desgraça,
Nem cálculo de felicidade.

Pedro Oliveira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Reading List 11



"Dancing Lessons For The Advanced In Age" é o primeiro livro que leio do escritor checo Bohumil Hrabal, e fiquei bem impressionado. Curto, consiste numa espécie de récita de um velhote a uma audiência de "jovens beldades", num estilo disperso, confessional. Está cheio de bom humor, de sátira suave. De um certo romantismo pragmático, como o de um aldeão que, por entre a crueldade humana, não esquece a beleza (sobretudo feminina), ou a forma de se rir de tudo aquilo. E isso, para a minha vida, é também o fundamental, devo dizer. Por isso é que já está em lista de espera o igualmente breve "Closely Observed Trains", mais famoso, e feito filme.

103 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 1885 páginas.

Per Le Vacanze

Eu ando a adiar a coisa - vários nós para atar - mas há-de vir o Verão à beira-mar. Ui.

domingo, 1 de agosto de 2010

Bella

Agora que me despeço da Margem Sul, não posso deixar de fazer um apontamento muito pessoal. Os portugueses são muito iguais em toda a parte, embora - desde Herculano - eles pensem que não. Apenas eu sou um pequeno-burguês lisboeto-rural, e tinha ouvido a minha parte de estereótipos ("aquilo é um deserto"). Fui ver como era.

Nestas zonas de Sesimbra, na proximidade de Setúbal, notei um fenómeno muito curioso: vejo os homens com temperamento marinheiro, algo agressivos, e desleixados, alguns mesmo porcos, quase como reflexo da sujidade das docas. Mas também francos, como se a impaciência cultivasse igualmente a honestidade.

Há o equivalente feminino desse perfil, é certo, mas há também uma variante feminina que me espanta realmente: pelo meio desse existir masculino algo rude, existe, por vezes, uma rapariga, uma mulher, de uma beleza inusitadamente delicada. Como que inebriantemente feminina, passe a redundância.

Uma beleza de Botticelli - silente, reservada, por vezes inconsciente de si. Temendo algo? Ia dizer uma beleza meridional, mas os casos de que me recordo tinham todos cabelos louros. Mais bem recordam-me as mulheres do centro e norte de Itália.




Visões de uma certa mulher do Sul europeu, suponho, no esplendor da juventude. Bella.