Precoce, a segunda vez que aquele médico via a Srª. Franco. "- Sr. Doutor", disse-lhe ela, "o meu filho continua estranho. Veja estas aftas nos lábios deles. Aqui, veja lá."
O Dr. Machado - assim era o segundo nome daquele médico - viu, no instante da pressão silenciosa, nas críticas violentas a alguns segundos a mais de distância, outra vez o mapa da face de Artur. Não havia nenhum sinal de nada de diferente na criança. "- Não vejo nada de novo em relação a ontem". Ontem tinha perdido uma hora com a Srª. Franco. Uma hora - para resolver um caso tão simples. Trouxera a sogra consigo, por alguma razão infeliz já aquela espécie de pessoa sem reverência por médicos - ainda menos por um médico jovem. "- Olhe que o marido dela", assim se referindo à Srª. Franco, "levei-o eu nos braços, com febre, para o hospital, porque tinha..." e ninguém o havia diagnosticado. O normal não chegaria para aquela senhora. Sem a agressividade da sogra, a Sr. Franco continuava o mesmo programa. Como um polícia 'bom' - de um rendilhado enjoativo - se seguia ao polícia 'mau', de falta de contemplação assumida.
"- Não, ele não tem nada".
"- São aftas, Sr. Dr.?", respondeu a Sr.ª Franco.
"- Não. Vamos só cumprir com o que prescrevi ontem, pode ser?".
"- É que ele estava com febre de 39ºC."
"- Por isso lhe prescrevi o antibiótico. E os medicamentos para a febre."
Não havia maneira rápida de convencer a Sr.ª Franco a fazer apenas o trivial, a cumprir com as conclusões de ontem. De repente, o Dr. Machado lembrou-se de um evento numa urgência, num hospital inglês, onde trabalhara brevemente em intercâmbio. Uma noite, viu a própria morte perto, no fundo do olhar de um adicto que se voltara contra ele, em loucura.
"- Acha que são aftas, Sr. Dr.?"
"- Não, não se preocupe. Faça só o antibiótico."
O Dr. Machado - assim era o segundo nome daquele médico - viu, no instante da pressão silenciosa, nas críticas violentas a alguns segundos a mais de distância, outra vez o mapa da face de Artur. Não havia nenhum sinal de nada de diferente na criança. "- Não vejo nada de novo em relação a ontem". Ontem tinha perdido uma hora com a Srª. Franco. Uma hora - para resolver um caso tão simples. Trouxera a sogra consigo, por alguma razão infeliz já aquela espécie de pessoa sem reverência por médicos - ainda menos por um médico jovem. "- Olhe que o marido dela", assim se referindo à Srª. Franco, "levei-o eu nos braços, com febre, para o hospital, porque tinha..." e ninguém o havia diagnosticado. O normal não chegaria para aquela senhora. Sem a agressividade da sogra, a Sr. Franco continuava o mesmo programa. Como um polícia 'bom' - de um rendilhado enjoativo - se seguia ao polícia 'mau', de falta de contemplação assumida.
"- Não, ele não tem nada".
"- São aftas, Sr. Dr.?", respondeu a Sr.ª Franco.
"- Não. Vamos só cumprir com o que prescrevi ontem, pode ser?".
"- É que ele estava com febre de 39ºC."
"- Por isso lhe prescrevi o antibiótico. E os medicamentos para a febre."
Não havia maneira rápida de convencer a Sr.ª Franco a fazer apenas o trivial, a cumprir com as conclusões de ontem. De repente, o Dr. Machado lembrou-se de um evento numa urgência, num hospital inglês, onde trabalhara brevemente em intercâmbio. Uma noite, viu a própria morte perto, no fundo do olhar de um adicto que se voltara contra ele, em loucura.
"- Acha que são aftas, Sr. Dr.?"
"- Não, não se preocupe. Faça só o antibiótico."