quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Safado...

Estou indignado - indignadíssimo! - com o vídeo em tom jocoso que Maitê Proença fez de Portugal. Inadmissível!



Há já algum tempo que eu suspeitava que algo assim podia acontecer, felizmente. Por isso mesmo, precavido, tenho andado a practicar doces sacanagens sobre os outros portugueses - para, justamente, ter agora algo de que me redimir. É esta a minha hora, portanto. Toca a mim ser o tribuno da Pátria! Donde, este grito plangente: isso não se faz, Maitê! Isso não se faz a Portugal!

Então os portugueses gostam tanto de si, então eu tenho tanta estima por si - e você faz uma coisa dessas? Temos os nossos defeitos, certamente, mas - vamos lá - temos que ter, entre povos, um pouco de... Qual é a palavra?


Exactamente - tolerância. Caramba, o quanto Portugal não a aprecia - o quanto eu não a aprecio! Face a esta ignomínia, a esta perfeita infâmia, julgo prudente que nos encontremos tão cedo quanto possível, num jantar, por exemplo - para discutir a questão. Levarei comigo algum do melhor vinho tinto que esta nação já produziu.

A sós, num saudável confronto de ideias e de bons pratos lusitanos, tentarei fazê-la perceber - lá para a sobremesa - o quanto, na realidade, um português como eu admira uma brasileira como você.

Poderemos então, se me permitir, chegar a uma conclusão pacífica de toda a polémica, apreciando as diferenças de cada um, e explorando a nossa complementaridade cultural. Um esforço diplomático, portanto.

Afinal, suponho ter sido o Kissinger a celebrizar, além da 'realpolitik' e da 'détente', esse outro termo, o 'make-up...' qualquer coisa (esqueci-me do resto), que penso traduzir o ameno regaço de Paz a que tanto me aprazaria conduzir este processo.



Não esqueça de ligar, Maitê. Temos a obrigação de - para o bem das relações internacionais - esclarecer este mal-entendido.

Ah, caros portugueses - o que eu não faço pelo meu país!!