Quando disse a alguém que estava a ler o livro por detrás da série "Dexter", fui recebido com estranheza. "Não gosto. Acho que é macabro" - a série, dizia. E foi então que me recordei de já ter pensado assim também, exactamente assim.
Não mais. Com poucas séries me aconteceu este fenómeno, passar do desprezo - ao deslumbre. Assim que comecei a ver um pouco de "Dexter" o estranhar, o pavor de sangue e entranhas, passou a ser interessante, magnificamente desenhado. Brilhante, entranhou-se-me. For good.
Por isso, quando descobri que havia um livro por detrás da série, campainhas de prazer tocaram no meu cérebro. Tinha que o ter, tinha que o ler.
E então, em retrospectiva, tudo fez sentido. Percebi que gosto de Dexter por ter profundidade, por ter frases e reflexões, por ser um retrato brilhante de um 'outcast'. E, como me dizia outro alguém, mesmo hoje, eu sou um 'outcast' também. O amor estava, por isso, à espera de acontecer.
A profundidade da série vem então de a preceder um excelente livro. Certamente que, sendo bestseller, tal como os livros de Stephen King, tem um fluir que não deixa demasiado espaço para rodriguinhos estilísticos (que existem, porém - bons, curtos, originais). Não para amantes de natureza morta, classicamente pintada - esta é arte contemporânea da melhor.
O enredo está tão bem feito - 'great' (o vigilante heterodoxo, o 'Espírito da Morte' secreto que alberga, a origem dessa sede por sangue, a libertação que o interdito confere às relações humanas) que nos prende. Dexter tem imensa personalidade - é único. Vale a pena escutá-lo pensar.
Para mais, meus caros, o primeiro livro termina de forma diferente dos eventos na série. Inebriantemente diferente. Oh, beautiful toxic stuff.. Os próximos volumes já estão, naturalmente a caminho. As we speak.
275 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 1782 páginas.
Não mais. Com poucas séries me aconteceu este fenómeno, passar do desprezo - ao deslumbre. Assim que comecei a ver um pouco de "Dexter" o estranhar, o pavor de sangue e entranhas, passou a ser interessante, magnificamente desenhado. Brilhante, entranhou-se-me. For good.
Por isso, quando descobri que havia um livro por detrás da série, campainhas de prazer tocaram no meu cérebro. Tinha que o ter, tinha que o ler.
E então, em retrospectiva, tudo fez sentido. Percebi que gosto de Dexter por ter profundidade, por ter frases e reflexões, por ser um retrato brilhante de um 'outcast'. E, como me dizia outro alguém, mesmo hoje, eu sou um 'outcast' também. O amor estava, por isso, à espera de acontecer.
A profundidade da série vem então de a preceder um excelente livro. Certamente que, sendo bestseller, tal como os livros de Stephen King, tem um fluir que não deixa demasiado espaço para rodriguinhos estilísticos (que existem, porém - bons, curtos, originais). Não para amantes de natureza morta, classicamente pintada - esta é arte contemporânea da melhor.
O enredo está tão bem feito - 'great' (o vigilante heterodoxo, o 'Espírito da Morte' secreto que alberga, a origem dessa sede por sangue, a libertação que o interdito confere às relações humanas) que nos prende. Dexter tem imensa personalidade - é único. Vale a pena escutá-lo pensar.
Para mais, meus caros, o primeiro livro termina de forma diferente dos eventos na série. Inebriantemente diferente. Oh, beautiful toxic stuff.. Os próximos volumes já estão, naturalmente a caminho. As we speak.
275 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 1782 páginas.
