domingo, 30 de setembro de 2012

I'm Down To Get The Friction On

À terceira é de vez. Hei... foi um ano complicado.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Baby (Really) Got Back

Não, a sério. Agora é que é.








quinta-feira, 1 de março de 2012

Nadas

As pessoas ofendem
(A inteligência)
E a Ciência escoa
Por labirintos que Dédalo projectou
Falíveis.

Mau sangue escorre
Pelas prateleiras de artigos familiares.
E morre em nós o desprezo
(Podia ser pior...)
Por outros lugares.

Velhos dias bons tombados
À sombra
De ânsias mal-amanhadas.
Ah... Nadas... nadas.
Nadas - nadas!

Pedro Oliveira

Baby Got Back

Não vale a pena justificar-me, não vale a pena perder tempo a desculpar-me.

Voltei. E - à excepção da Candice Swanepoel - regra geral, não vale muito a pena olhar para trás.



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Reading List 19




Título:
As Teorias Selvagens
Autor: Pola Oloixarac
Editora: Quetzal

Uma das razões - entre outras - porque me tenho, vergonhosamente, abstido de continuar este blog como deveria reside no facto de, este ano, estar a conseguir ler mais livros. Bem mais.

Orgulhoso, disse que já ia nos 24 até agora. A sério. Aqui falarei de muitos deles, eventualmente.

Não me resta qualquer dúvida, no entanto, de qual foi o mais árduo de ler. O prémio vai para a Pola Oloixarac, autora de um livro inteligente, francamente erudito, que mistura várias áreas de conhecimento, como Cultura Clássica, Informática, Televisão, Cinema. Tudo facilmente reconhecível por um nerd como eu.

E, no entanto... é de uma escrita bastante pesada. Explico-me: é profunda, mas muitíssimo pouco lúcida (característica que eu adoro), o que a torna complexa, e árdua de levar até ao fim. Para além disso, está, como disse José Mário Silva no Expresso, demasiado impregnado de referências a factos da História e vida comum argentina, o que torna o livro ainda menos acessível, malgrado o esforço da tradutora. A propósito, podendo cometer o pecado de estar a ser injusto com tão dura tarefa, pensei várias vezes que gostaria de ter a versão original nas mãos.

Amigos - este é para 'pros'. Bibliófilos eméritos e grandes amantes de literatura sul-americana (como eu). Mas atenção, que o esforço também é compensado com momentos sublimes - Pola tem, de facto, muita qualidade na escrita - e no final, resmunguei mas não me arrependi.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Reading List 18


Os mais atentos disseram logo, e bem, que é um livro sobre sexo. Granted. Mas, sobretudo (por alguma razão os humanos tendem a desculpabilizar o tema do sexo subordinando-o a outro, mas aqui é verdade) – sobretudo, dizia eu, o tema do livro é o vagabonding, a boémia ao extremo, em todas as suas formas.

E daí esqueçam o tema - este livro não é acerca de um tema, o tema está subordinado a um estilo (o estilo está subordinado à loucura do autor). Mais que tudo, o livro é exuberante na criatividade linguística, nos trocadilhos, neologismos que raramente escapam a uma frase. É certo, ao fim de 580 páginas (só disse isso bem depois de enunciar o sexo como tema, como repararam), há um cansaço de tanto trocadilho (e na segunda parte do livro a acção é pior concebida, na sua função de desculpa ao estilo).

Mas caramba, vale a pena. Já há algum tempo que não lia um livro tão simplesmente... divertido. “O” livro deste Verão, perfeito para ler na praia (não que eu tenha tido a sorte...). Aviso: for mature audiences.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Há Pargas em Praga IV

Praga:






Há Pargas em Praga III

Praga:






Há Pargas em Praga II

Praga:






terça-feira, 31 de maio de 2011

Há Pargas em Praga I

E gajas boas? Ui - há pargas em Praga.

Venham as fotos.

Praga (à noite):






segunda-feira, 30 de maio de 2011

Feelin' Alive

Estou de volta. Ah, viajar é como viver o dobro no mesmo período de tempo. Einstein tinha razão - a passagem do tempo é relativa; pelo menos o nosso tempo nunca é absoluto, obedece à emoção.

Foi uma viagem especial, emocionante.



"(...)
Life's goin' nowhere, somebody help me
Somebody help me, yeah
I'm stayin alive
(...)"

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gargântua e Pantagruel...

...vão embarcar numa nova aventura. Olha que dois.




A postos para serem ignorados, vilipendiados e rejeitados por mulheres numa nova língua. Bora lá!



P.S.: Se, por qualquer razão, eu não voltar, a melhor das sortes para Portugal. E (já) não estou a tentar ser jocoso.

domingo, 8 de maio de 2011

Gotas de Aguardente

Sou só eu, ou o Ramus Rüffer da Troika é aparentado com o Malachia do Nome da Rosa?





Voltei Com as Doninhas

As minhas desculpas. Justificar-me-ei, é claro.

terça-feira, 15 de março de 2011

O Fim

As agências, a dívida, o Sócrates, o Passos Coelho, o gajo do emprego, a gaja do emprego. A gasolina. O pão. O açúcar. O IVA. O cartão do Continente, a música do Pingo Doce. A mediocridade dos comentadores nacionais. O silêncio ensurdecedor desde onde se esperava criatividade, inteligência.

É o fim, meus amigos. Sabe a fim.



Mas não desesperemos - é o fim de um ciclo, outro se seguirá. E não me refiro a partidos, ou eleições. Refiro-me a uma inevitabilidade da natureza, e um sentido de História que nos deixa desconfiar que Portugal vai - a bem ou a mal - encontrar as suas saídas desta situação. Tem o know how, os genes para tal.

A grande dúvida não é essa. A grande dúvida é sempre quem é que chegará a esse próximo ciclo, e em que condições.

Caros passageiros - vamos atravessar uma zona histórica de turbulência. Por favor, permaneçam em silêncio (a menos que sejam heróis - sem ironia), e com o coração apertado.

O Mexias

Nunca ouviram aquela anedota sobre Jesus Cristo? Era um grande professor - mas nunca publicou.

É - estou de volta, pessoal. Sou eu - o Mexias.

Vamos lá então - primeiro falemos de Apocalypse, depois de Renascença.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bad Going On Curse

Maus tempos - bad going on worse. Claro que também no Sporting. Mas é o meu clube - mal ou bem - e é nestas alturas que, por acaso, eu faço questão em estar com o meu clube.

Espero que seja mesmo desta, Dias Ferreira.



Só Entre Nós

Todos me pedem
Que minta
Por eles.

Que sim, que sim -
Eu digo que sim
Eu...
Eu minto por mim.

Pedro Oliveira

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu Sou Excesso

Eu sou excesso,
Eu sou enjoo,
Eu sou demasiado
E demasiado o que não devia ser.

Bulimia
Do mundo dos outros,
E dos nunca poucos
Prazeres e perversões -
Porcaria! Invenções!
Eu leio tudo aqui sentado.

Eu? Eu sou excesso.
Registado.
Excesso contado, pesado -
Sou excesso desperdiçado.

Mal-usado. Blargh.

Sou aburguesado, desprezado,
Só sangue acumulado.
Eu me fiz gado, lidando gado.

Desbragado, descentrado,
Desonerado mas não livre.
E, sobre tanto,
Farto, farto, farto, farto!
Do que nunca jamais tive.

Pedro Oliveira

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rogo-vos Escusa

Pareceu-me ouvir o blog gritar: 'Publica-me, porra!' E tem razão.

Je vous prie de m'excuser.

Volto-volto já-já, ok?