quinta-feira, 1 de março de 2012

Nadas

As pessoas ofendem
(A inteligência)
E a Ciência escoa
Por labirintos que Dédalo projectou
Falíveis.

Mau sangue escorre
Pelas prateleiras de artigos familiares.
E morre em nós o desprezo
(Podia ser pior...)
Por outros lugares.

Velhos dias bons tombados
À sombra
De ânsias mal-amanhadas.
Ah... Nadas... nadas.
Nadas - nadas!

Pedro Oliveira