Para um gajo que publicita gostar tanto de livros, tenho aqui um défice de output, na Reading List. Mil desculpas posso invocar - o ter acabado o curso, o ter começado a trabalhar, o ter-me mudado de poiso, estar a viver "by myself". Enfim. Mas são só desculpas.
Esforçar-me-ei por cumprir com o prometido - escrever sobre mais livros. Vamos retomar num livro cujo género é uma estreia para mim - o terror.
Com a "vampire craze" que abundou por aí, eu só podia, realmente, esclarecer esse mundo pela pena de um especialista, Stephen King - e o seu 'Salem's Lot.
Este é um paperback puro - não tem pretensões de ter um estilo literariamente pristino. Mas é bem escrito no seu fluir, e, sobretudo, consegue hipnotizar-nos, suspender-nos, criar-nos... arrepios. Gostei de o ler, permitiu-me perceber claramente o sucesso de King. Como disse, o fluir de toda a narrativa é muito bom - cinematográfico - e só um picuinhas como eu mesmo pode dizer que King apenas acerta em 50% das imagens em que se arroja. Porém, naquelas em que acerta, o talento literário surpreende - face ao preconceito de autor -"blockbuster".
Confesso que nunca gostei, ao contrário de muitos coetâneos, de filmes de terror - mas ao ler 'Salem's Lot ficarei com mais curiosidade por livros de terror. Especialmente nesta vertente clássica, digamos, do terror, que são os descendentes do "Drácula" de Bram Stoker.
A história é simples: a de uma casa maldita no Maine, adquirida por um visitante misterioso, que, mais tarde, vai recriar um mito entre as gentes incrédulas, naquele day and age (o livro foi escrito nos anos 70 e está cheio de referências ao Vietname, por exemplo). O filme que inspirou está integralmente disponível no YouTube. Talvez para tal eu já precise de mais... estômago.
598 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 1507 páginas.
