quinta-feira, 2 de junho de 2011

Há Pargas em Praga IV

Praga:






Há Pargas em Praga III

Praga:






Há Pargas em Praga II

Praga:






terça-feira, 31 de maio de 2011

Há Pargas em Praga I

E gajas boas? Ui - há pargas em Praga.

Venham as fotos.

Praga (à noite):






segunda-feira, 30 de maio de 2011

Feelin' Alive

Estou de volta. Ah, viajar é como viver o dobro no mesmo período de tempo. Einstein tinha razão - a passagem do tempo é relativa; pelo menos o nosso tempo nunca é absoluto, obedece à emoção.

Foi uma viagem especial, emocionante.



"(...)
Life's goin' nowhere, somebody help me
Somebody help me, yeah
I'm stayin alive
(...)"

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Gargântua e Pantagruel...

...vão embarcar numa nova aventura. Olha que dois.




A postos para serem ignorados, vilipendiados e rejeitados por mulheres numa nova língua. Bora lá!



P.S.: Se, por qualquer razão, eu não voltar, a melhor das sortes para Portugal. E (já) não estou a tentar ser jocoso.

domingo, 8 de maio de 2011

Gotas de Aguardente

Sou só eu, ou o Ramus Rüffer da Troika é aparentado com o Malachia do Nome da Rosa?





Voltei Com as Doninhas

As minhas desculpas. Justificar-me-ei, é claro.

terça-feira, 15 de março de 2011

O Fim

As agências, a dívida, o Sócrates, o Passos Coelho, o gajo do emprego, a gaja do emprego. A gasolina. O pão. O açúcar. O IVA. O cartão do Continente, a música do Pingo Doce. A mediocridade dos comentadores nacionais. O silêncio ensurdecedor desde onde se esperava criatividade, inteligência.

É o fim, meus amigos. Sabe a fim.



Mas não desesperemos - é o fim de um ciclo, outro se seguirá. E não me refiro a partidos, ou eleições. Refiro-me a uma inevitabilidade da natureza, e um sentido de História que nos deixa desconfiar que Portugal vai - a bem ou a mal - encontrar as suas saídas desta situação. Tem o know how, os genes para tal.

A grande dúvida não é essa. A grande dúvida é sempre quem é que chegará a esse próximo ciclo, e em que condições.

Caros passageiros - vamos atravessar uma zona histórica de turbulência. Por favor, permaneçam em silêncio (a menos que sejam heróis - sem ironia), e com o coração apertado.

O Mexias

Nunca ouviram aquela anedota sobre Jesus Cristo? Era um grande professor - mas nunca publicou.

É - estou de volta, pessoal. Sou eu - o Mexias.

Vamos lá então - primeiro falemos de Apocalypse, depois de Renascença.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bad Going On Curse

Maus tempos - bad going on worse. Claro que também no Sporting. Mas é o meu clube - mal ou bem - e é nestas alturas que, por acaso, eu faço questão em estar com o meu clube.

Espero que seja mesmo desta, Dias Ferreira.



Só Entre Nós

Todos me pedem
Que minta
Por eles.

Que sim, que sim -
Eu digo que sim
Eu...
Eu minto por mim.

Pedro Oliveira

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu Sou Excesso

Eu sou excesso,
Eu sou enjoo,
Eu sou demasiado
E demasiado o que não devia ser.

Bulimia
Do mundo dos outros,
E dos nunca poucos
Prazeres e perversões -
Porcaria! Invenções!
Eu leio tudo aqui sentado.

Eu? Eu sou excesso.
Registado.
Excesso contado, pesado -
Sou excesso desperdiçado.

Mal-usado. Blargh.

Sou aburguesado, desprezado,
Só sangue acumulado.
Eu me fiz gado, lidando gado.

Desbragado, descentrado,
Desonerado mas não livre.
E, sobre tanto,
Farto, farto, farto, farto!
Do que nunca jamais tive.

Pedro Oliveira

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rogo-vos Escusa

Pareceu-me ouvir o blog gritar: 'Publica-me, porra!' E tem razão.

Je vous prie de m'excuser.

Volto-volto já-já, ok?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Reading List 17



De "Our Man In Havana", de Graham Greene, eu tinha apenas a vaga noção de ser um "clássico" do género 'spy novel'. Eu não tinha demasiado interesse pelo género, pensava. A minha atitude mudou por completo.

Escrito em 1958, antecipa (refere-o explicitamente) o interesse geo-estratégico que Cuba iria ter na Guerra Fria. Recorde-se que a Revolução Cubana que derrotou o regime de Fulgêncio Batista ocorreu em 1959. Sendo certo que os ingredientes já deviam estar a vir sendo identificados há mais tempo, o livro tem essa inesperada virtude premonitória.

Mas não é só essa a surpresa. O livro é deliciosamente inteligente, um dos mais refinados, perspicazes, que tenho lido ultimamente. E, admitindo que pode ser o meu hábito de leitura que esteja em falta, houve prazer genuíno ao passar pelas suas páginas.

A terceira surpresa foi o quanto deste livro foi copiado por John Le Carré para o seu 'O Alfaiate do Panamá'. Fiquei positivamente perplexo com o plágio. Não é só o agente secreto que finge existir 'intelligence' para sacar dinheiro à agência; não é só o facto de os acontecimentos que inventa virem, bizarramente, a acontecer na realidade; é também o mero falar com pessoas que não existem, produtos da imaginação (quando o Dr. Hasselbacher está a beber com Wormold depois de procurarem 'o' bilhete de lotaria, considera uma pessoa no bar um produto da sua imaginação, e tanto lhe faz saber).

A última surpresa é só para os fãs de Dexter, como eu. A certa altura, no primeiro sexto do livro, exactamente a propósito desta conversa com a (pseudo) figura imaginária, o homem, advogando a sua realidade, diz:

'You ask anyone in Miami about Harry Morgan...'

Ah, pois... Harry Morgan. O pai de Dexter Morgan. Apanhei-te, Jeff Lindsay. Apanhei-te.


domingo, 19 de dezembro de 2010

Dunas: Anexo

É - o Passado é mesmo um país estrangeiro. Mas um que podemos sempre visitar.


Dunas: Mensagem de Natal e Ano Novo I

Caros amigos, sejam vocês reais ou imaginários, celibatários ou corsários, quero desejar-vos a todos, um Bom Natal, e um Feliz Ano Novo.

2011 vai ser um dos anos mais complicados das nossas vidas (mesmo para as vidas imaginárias), e gostava de vos deixar um conselho, na realidade bastante óbvio, sempre que temos que enfrentar o Futuro: olhar para o Passado. Para o nosso, desde logo.

Olhar para nós tão mais simples, tão mais analógicos, tão mais tementes, tão mais felizes. Regressar ao ano que vai começar com alguma aprendizagem preciosa dos nossos anos de juventude. Não ter vergonha deles. Relembrar, rir, perceber enfim.

O Passado é um país estrangeiro, dizia Camus. Emigremos a um som antigo, imperfeito, lento, tisnado ao sol. Cheio - pleno - de tempo.

O tema desta mensagem de Natal e Ano Novo, que continuará, é este: Dunas.


CTX Sounds Like This II

Não esquecer também este grande remix por parte dos portugueses Social Disco Club (pescado no Bons Rapazes da Antena 3).


CTX Sounds Like This

Os meus dias - uma estranha dependência de La Roux e Balla. E sabe tão bem.




Reading List 16



"A Confederacy of Dunces", de John Kennedy Toole. Bela 'comic novel' - género que me interessa especialmente - hilariante caracterização de.... Não vos consigo explicar exactamente do quê, ou melhor, de quem. Só o seu nome, caramba - Ignatius J. Reilly - parece apelar àquele destino.

Eu gostei de Ignatius - ri-me com ele, até reconheci defeitos. Mas é, para mim, bela a história de John Kennedy Toole pela explicação (pormenor-pormenor) que dá da existência daquele ser. Por entre todo o humor, por entre toda a confusão, por entre toda a complexidade e caos da gente do mundo, brilham partículas elementares.

Só me restou uma questão: qual é a história por detrás do personagem do Dr. Talc? Hum...

É lerem.

338 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 3623 páginas