Galinhas debicam
Sempre o mesmo chão,
Galinhas que picam
Por satisfação.
Galinhas que granjem
Sem o perceber,
As articulações
Por grãos de prazer.
Galinhas que limpam
O seu próprio chão
De migalhas que foram
Antes todo um pão.
À tarde debicam,
Em gula repentina
Agitam-se e mudam
Para a nova matina.
Limpa fica a terra
Da sua semente...
E nada as preocupa
O que nascerá -
Elas se divertem
Sempre, com o que há.
Pedro Oliveira