quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Bad Going On Curse

Maus tempos - bad going on worse. Claro que também no Sporting. Mas é o meu clube - mal ou bem - e é nestas alturas que, por acaso, eu faço questão em estar com o meu clube.

Espero que seja mesmo desta, Dias Ferreira.



Só Entre Nós

Todos me pedem
Que minta
Por eles.

Que sim, que sim -
Eu digo que sim
Eu...
Eu minto por mim.

Pedro Oliveira

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Eu Sou Excesso

Eu sou excesso,
Eu sou enjoo,
Eu sou demasiado
E demasiado o que não devia ser.

Bulimia
Do mundo dos outros,
E dos nunca poucos
Prazeres e perversões -
Porcaria! Invenções!
Eu leio tudo aqui sentado.

Eu? Eu sou excesso.
Registado.
Excesso contado, pesado -
Sou excesso desperdiçado.

Mal-usado. Blargh.

Sou aburguesado, desprezado,
Só sangue acumulado.
Eu me fiz gado, lidando gado.

Desbragado, descentrado,
Desonerado mas não livre.
E, sobre tanto,
Farto, farto, farto, farto!
Do que nunca jamais tive.

Pedro Oliveira

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Rogo-vos Escusa

Pareceu-me ouvir o blog gritar: 'Publica-me, porra!' E tem razão.

Je vous prie de m'excuser.

Volto-volto já-já, ok?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Reading List 17



De "Our Man In Havana", de Graham Greene, eu tinha apenas a vaga noção de ser um "clássico" do género 'spy novel'. Eu não tinha demasiado interesse pelo género, pensava. A minha atitude mudou por completo.

Escrito em 1958, antecipa (refere-o explicitamente) o interesse geo-estratégico que Cuba iria ter na Guerra Fria. Recorde-se que a Revolução Cubana que derrotou o regime de Fulgêncio Batista ocorreu em 1959. Sendo certo que os ingredientes já deviam estar a vir sendo identificados há mais tempo, o livro tem essa inesperada virtude premonitória.

Mas não é só essa a surpresa. O livro é deliciosamente inteligente, um dos mais refinados, perspicazes, que tenho lido ultimamente. E, admitindo que pode ser o meu hábito de leitura que esteja em falta, houve prazer genuíno ao passar pelas suas páginas.

A terceira surpresa foi o quanto deste livro foi copiado por John Le Carré para o seu 'O Alfaiate do Panamá'. Fiquei positivamente perplexo com o plágio. Não é só o agente secreto que finge existir 'intelligence' para sacar dinheiro à agência; não é só o facto de os acontecimentos que inventa virem, bizarramente, a acontecer na realidade; é também o mero falar com pessoas que não existem, produtos da imaginação (quando o Dr. Hasselbacher está a beber com Wormold depois de procurarem 'o' bilhete de lotaria, considera uma pessoa no bar um produto da sua imaginação, e tanto lhe faz saber).

A última surpresa é só para os fãs de Dexter, como eu. A certa altura, no primeiro sexto do livro, exactamente a propósito desta conversa com a (pseudo) figura imaginária, o homem, advogando a sua realidade, diz:

'You ask anyone in Miami about Harry Morgan...'

Ah, pois... Harry Morgan. O pai de Dexter Morgan. Apanhei-te, Jeff Lindsay. Apanhei-te.


domingo, 19 de dezembro de 2010

Dunas: Anexo

É - o Passado é mesmo um país estrangeiro. Mas um que podemos sempre visitar.


Dunas: Mensagem de Natal e Ano Novo I

Caros amigos, sejam vocês reais ou imaginários, celibatários ou corsários, quero desejar-vos a todos, um Bom Natal, e um Feliz Ano Novo.

2011 vai ser um dos anos mais complicados das nossas vidas (mesmo para as vidas imaginárias), e gostava de vos deixar um conselho, na realidade bastante óbvio, sempre que temos que enfrentar o Futuro: olhar para o Passado. Para o nosso, desde logo.

Olhar para nós tão mais simples, tão mais analógicos, tão mais tementes, tão mais felizes. Regressar ao ano que vai começar com alguma aprendizagem preciosa dos nossos anos de juventude. Não ter vergonha deles. Relembrar, rir, perceber enfim.

O Passado é um país estrangeiro, dizia Camus. Emigremos a um som antigo, imperfeito, lento, tisnado ao sol. Cheio - pleno - de tempo.

O tema desta mensagem de Natal e Ano Novo, que continuará, é este: Dunas.


CTX Sounds Like This II

Não esquecer também este grande remix por parte dos portugueses Social Disco Club (pescado no Bons Rapazes da Antena 3).


CTX Sounds Like This

Os meus dias - uma estranha dependência de La Roux e Balla. E sabe tão bem.




Reading List 16



"A Confederacy of Dunces", de John Kennedy Toole. Bela 'comic novel' - género que me interessa especialmente - hilariante caracterização de.... Não vos consigo explicar exactamente do quê, ou melhor, de quem. Só o seu nome, caramba - Ignatius J. Reilly - parece apelar àquele destino.

Eu gostei de Ignatius - ri-me com ele, até reconheci defeitos. Mas é, para mim, bela a história de John Kennedy Toole pela explicação (pormenor-pormenor) que dá da existência daquele ser. Por entre todo o humor, por entre toda a confusão, por entre toda a complexidade e caos da gente do mundo, brilham partículas elementares.

Só me restou uma questão: qual é a história por detrás do personagem do Dr. Talc? Hum...

É lerem.

338 páginas em Inglês
Kilometragem em Inglês: 3623 páginas

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Terra Prometida

Moltes gràcies. O que eu saboreei em perfeito, absoluto, júbilo. Neste - o melhor dia futebolístico do ano, para mim. Talvez o de há vários anos a esta parte. Que estúpida perfeição, que estúpida alegria. Que - estúpido! - orgulho em perceber o que Guardiola dizia em catalão, no final do jogo.

Lágrimas de quem é humilde e grande ao mesmo tempo, e um dia doma quem só quis ser grande.

Foda-se, Barça, é um overkill de alegria. É por isto que vale sempre a pena.

domingo, 28 de novembro de 2010

Oferta

Procura-se: Musa inspiradora. Boa apresentação. Salário à base de mimos e paixão desbragada. Progressão para deusa do amor garantida. Possível glorificação para a eternidade.

Ando necessitadíssimo de uma(s) musa(s) inspiradora(s). Alguma tágide ou ninfa parente disponível?


sábado, 20 de novembro de 2010

(N)O Almoço Não Estava Mao

Entrevista de ex-líder estudantil durante o 25 de Abril, que 'ao contrário dos outros líderes estudantis (...) que se tornaram comunistas ou radicais', fora sempre um 'centrista', vejam bem. E o jornalista acha que é encantadora a timidez do ex-líder a falar de si mesmo. Fica bem esta modéstia.

É. Não há dúvida que neste almoço o chefe escolheu ele próprio o menu.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

My Favourite Game VI: A Century's Remedy

Ah, já me lembro:

HOCUS POCUS ALTER LOCUS,
HOCUS POCUS ALTER LOCUS!

NOW YOU SEE ME
(NOW YOU DON'T)

Nã - estou a brincar. Estarei sempre a vir cá. Alguma coisa (sobretudo miúdas giras), é dizerem que eu apareço, ok? [Suspiro]... embora elas sequer me conheçam... Há sempre o consolo folosófico de uma soneca sob o chaparro.



Como se vocês não soubessem...

Sei Como Dançaste no Verão Passado (E Preferia Não Saber)

Tá visto que me apanharam na praia este Verão. Yap. E quanto ao gajo de óculos a encorajar-me a viver e torrar a pança, creio bem ser o Edu. Pretty sure, in fact. A tanga é um dead giveaway.



É. Tudo o que sirva de desculpa a publicar nádegas neste blog.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

My Favourite Game V - Vol. 2

Ok, here I go again on my own, mas ainda com as sopas feitas em casa. Hei, ninguém consegue a 100%.

Bom. Vejam lá. Como é que era...? Hocus Pocus, Hocus Pocus...


segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Reading List 15





"O Seminarista", de Rubem Fonseca, é sem dúvida um bom livro, agarrou-me uma noite inteira até o terminar. Mistura hábil de erudição e submundo, a cadência é perfeita (também nos livros os brasileiros parecem ter uma melhor noção de ritmo que os portugueses), mas creio que a história em tem lacunas, desde logo

[SPOILER ALERT]

a morte e posterior reaparecimento do Despachante, entre outros pormenores menos consistentes. Ah, mas leiam, definitivamente. Ainda por cima a erudição é da boa, da útil, daquela que nos enriquece.

129 páginas em Português
Kilometragem em Português:
1546 páginas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Turn The Table

Here's a thouhgt: porque não sugerir aos portugueses que comprem dívida do seu próprio país? Porque não uma campanha original que propusesse investir em dívida portuguesa? Porque 6,151% a 10 anos supera os 5,65% a 10 anos dos Certificados do Tesouro...

É claro que eu posso estar a ser grosseiramente ingénuo. Mas, se não for esse o caso... Duh!

É que não só nos estaríamos a financiar (talvez a adesão fosse mais significativa do que se pode pensar à partida), como também a aumentar a poupança nacional. Dois em um, não?

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Great


Checks And Balances

Tenho urgentemente que arranjar uma namorada, por forma a não andar constantemente a dizer que são os meus pais que instrumentalizam a minha vida. É preciso um contrapoder nesta nação barriguda e de óculos. São precisos checks and balances.